Quem tem uma rotina diferente dessa é praticamente exceção, não é mesmo?Na época do Natal, o jeito moderno de enviar votos às pessoas queridas costuma envolver redes sociais, e-mail, SMS, WhatsApp, etc. Mas o modo mais tradicional, cartões impressos e de papel, ainda fazem a alegria do Natal de quem vai recebê-los.Esse ato singelo pode sugerir muito no imaginário das crianças, principalmente se elas participam da confecção do cartão. “Estimular a criança a fazer seu próprio cartão de Natal é muito positivo, pois estamos incentivando a criar, pensar no outro e, acima de tudo, estamos ensinando que não é necessário comprar”, apoia Itamara Barra, coordenadora pedagógica do colégio Nossa Senhora do Morumbi.Isso sem falar que, para os pequenos, entregar algo que eles mesmos fizeram estimula o espírito de doação e preocupação com o próximo.Na casa de Ana Claudia Gonzalez, 31, assistente de marketing, o cartão passou a fazer parte do Natal quando o pequeno Enzo começou curtir montar a árvore com a mãe, aos 3 anos de idade.“O Enzo via as árvores na TV, nos shoppings, todas cheias de presentes e perguntou certa vez por que a nossa não tinha tantos assim. Aqui em casa não temos o costume de dar presentes para toda a família. Então expliquei para ele que, no lugar dos presentes, podemos mandar cartões com mensagens especiais para quem amamos e que isso era mais importante”, revela.Hoje, aos 5 anos, ele já se adianta para fazer os cartões e colocá-los na árvore. “Pra minha família eu dou os cartões, mas para o Papai Noel, eu deixo biscoitos na árvore. Aí, ele deixa um presentinho”, conta o menino.Na família Massaoka, os avós são os grandes “arteiros” do Natal. “Antes de se aposentar, meu pai Yutaka foi transferido muitas vezes a trabalho, tanto de cidade quanto de estado. Com isso, houve a necessidade de cultivarmos amigos distantes”, lembra-se Paula Massaoka Hyai, 35 anos, dentista.Naquela época, sem internet, a mãe de Paula, Marina, pedia a ela ajuda para colar os envelopes e preencher os remetentes e destinatários. “Eram mais de cem! Todo Natal era assim, pura diversão!”, conta Paula.Hoje mãe de Henry, 2 anos, e grávida de 7 meses, ela conta que a tradição que começou na infância, perdurou até os dias de hoje. “Os cartões continuam a ser enviados pelo correio, mas agora, com fotos dos netinhos. Mandamos as fotos para o e-mail do meu pai, que edita e faz um cartão digitalizado. Após a impressão, minha mãe se encarrega de enviar para os amigos e familiares”, detalha.Para ela, as fotos impressas em forma de cartão foram uma solução prática e falam muito mais do que palavras enviadas por um e-mail. “É uma forma de dizer a quem nos quer bem que nos importamos com eles e desejamos o melhor! Mesmo sendo uma vez ao ano”, acredita a dentista.Paula conta que, apesar dos sobrinhos e filho serem novinhos, eles adoram esse ritual, principalmente quando encontram um cartão desses na casa de algum parente.“Eles ficam muito felizes! Além do cartão feito pelos meus pais, meus irmãos e eu fazemos um outro dos nossos pequenos. Henry entrega pessoalmente aos amigos e parentes que encontramos. E hoje, outros amigos nos presenteiam com lindos cartões fotográficos. Uma delícia! É uma alegria vê-los trocando entre si!”, revela a mãe.
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